terça-feira, 26 de abril de 2016

Camila Ribeiro e Carol Marra: as modelos transexuais da São Paulo Fashion Week


Seja na passarela ou na fila A dos desfiles, elas brilham no evento; "Não é porque não nasci com uma vagina que deixo de ser mulher", diz Carol




Duas modelos transexuais estão chamando a atenção dos fashionistas nos corredores da 41ª edição da São Paulo Fashion Week, que acontece até sexta (29) na Bienal do Parque do Ibirapuera. Camila Ribeiro e Carol Marra, nas passarelas ou na fila A dos desfiles, arrancam olhares.

Nascida em Manaus, aos 24 anos, Camila comemora o fato de, desta vez, ter sido escalada para três grandes desfiles durante a maratona fashion — além de ter subido na passarela de Ronaldo Fraga nesta segunda-feira (25), ela ainda desfila para as grifes À La Garçonne e Triya.

Ela evita dar entrevistas que abordem sua transexualidade e, através da assessoria da agência Joy, que a representa, alega que "não quer fazer da sua sexualidade um diferencial na carreira, quer apenas ser uma modelo".


Seja como for, a exemplo de Lea. T, a modelo transexual mais conhecida do mundo fashion, ela tem despontado na profissão e feito bons trabalhos aqui e fora do país. A manauara já foi parar em Paris, Nova York e Milão, inclusive desfilou para a grife Givenchy, a mesma que revelou Lea. T. Se, para Camila, abordar o assunto no backstage da SPFW é um tabu, em uma entrevista à coluna recentemente, ela até falou sobre o tema, mas colocou um ponto final no assunto. "Ser trans não é uma questão. O que vale é o biotipo e o perfil de cada modelo", disse Camila na época, taxativa.

Já Carol Marra, que, desta vez não foi escalada para nenhum desfile, coleciona participações em apresentações do estilista Victor Dzenk, e fez um comercial para uma marca internacional de bebidas, tendo atuado na TV ao lado de Carolina Ferraz e contracenado no cinema com Cláudia Abreu.


arol marcou presença nos desfiles desta terça-feira (26), como convidada especial, sentando-se na fila A. "Fico honrada de receber convites para assistir aos desfiles. Estar aqui é uma forma bacana de encontrar clientes, estilistas, e o povo da moda em geral. Mesmo que não esteja trabalhando, venho sempre que posso", diz Carol.


Ao contrário de Camila, Carol Marra fala sem problemas da sua transexualidade e conta que recentemente, na data exata em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, conseguiu seu novo registro com nome alterado para o feminino.
Ela entrou com recurso ano passado para troca pelo nome social, e agora inicia nova luta para alteração do gênero na certidão de nascimento. "Ser mulher transpõe uma genitália,  é muito mais do que isso. Não é porque não nasci com uma vagina que deixo de ser mulher", diz;

VIA: http://epoca.globo.com/



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